
A luta dos médicos clínicos contra o tabaco tem sido um grande desafio para esses profissionais. Primeiramente, pelo fato de que o fumante sempre alega que os seus problemas de saúde nada têm a ver com o fumo. Então, por vezes obrigado a ir ao médico por insistência de algum familiar preocupado, o profissional atesta que o paciente, na maioria das situações, é sedentário, não pratica atividade física, tem algum problema respiratório, uma certa obesidade e o colesterol acima do esperado. Até aí tudo bem! O paciente passa a frequentar a academia e faz uma boa dieta. Entretanto, quando o médico fala que ele tem que parar de fumar, cai o mundodele. Aí, vira copa do mundo amigo. Desespero total. Mas isso é perfeitamente aceitável. Sabe-se que a nicotina leva dez segundos para atingir o cérebro, que libera uma substância denominada dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer, que dura cerca de quatro horas. Com o passar do tempo, a sensação de prazer diminui e a tendência é aumentar o consumo do cigarro e, consequentemente, aumentar a sensação de prazer. Os desafios da medicina e da ciência não param. A idéia é produzir substâncias que possam "driblar" o cérebro, como o tartarato de vaneciclina, que atua exclusivamente onde a nicotina age, diminuindo, com isso, o desejo de fumar e os sintomas relacionados à abstinência. Uma das adversidades é de que o tratamento medicamentoso ainda é caro. Outro desafio dos médicos é acabar com o hábito do fumo, pois há perquisas indicando que um fumante leva o cigarro à boca cerca de 190 mil vezes por ano. Fica aqui a minha solidariedade com o profissionais da área da saúde nesta luta contra o fumo.